Jornal diz que Lady Gaga está “moça de família” no álbum “Joanne”

Lady Gaga Brasil em 17.10.2016 ás 8:32    

Os fãs que realmente esperavam por batidões para fazer coreografia e sensualizar nas pistas de dança, estão a ver navios com Lady Gaga, por enquanto. As músicas que ela divulgou de seu novo disco, “Joanne”, passam longe disso. O Jornal O Globo, em matéria publicada no domingo (16/10), diz que “aos 30 anos, Lady Gaga rasga as vestes de carne e volta ‘moça de família’ com ‘Joanne’, disco reflexivo e emocional”. Moça de família, aquela que tirou a roupa para o encarte do álbum anterior, “ARTPOP”? Sim. O título do disco novo, como se sabe, é uma homenagem à tia que Gaga sequer conheceu: a irmã de seu pai morreu aos 19 anos de lúpus – doença que a cantora também carrega.

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Na reportagem, Lady Gaga, direto de Londres, explica seu lugar nesse “Joanne”: “nesse álbum, sou a filha do meu pai e da minha mãe, a irmã de minha irmã, a neta de minha avó. Voltei ao lugar onde minha paixão pela música começou. Meu nome do meio é uma homenagem à minha tia. Os médicos quiseram amputar suas mãos para prolongar sua vida, mas minha avó disse não. Joanne era uma artista: pintava, escrevia poesia e esculpia. Minha avó não quis que a filha vivesse seus últimos momentos sem o seu instrumento”. No disco, Joanne ganha uma canção em seu tributo, na qual Gaga canta “pegue minhas mãos, fique Joanne / o céu não está pronto para você”.

De acordo com a popstar, que está apostando em elementos de country, folk e rock nesse trabalho, que chega às lojas na sexta (21/10), Mark Ronson foi fundamental no processo criativo. Ele acabou se tornando produtor executivo do disco, que é o mais autobiográfico da carreira dela. “Ele me ajudou a chegar às camadas mais profundas de minha escuridão”, diz, “ele mudou minha voz. Minha mãe notou que agora há uma dor na minha voz, mas isso não é ruim. Mark não escondeu isso. Ele me ama com meus defeitos, meus medos, minha bravura. Tive que arrancar o que estava na superfície. Há diferentes níveis de escuridão em todos nós. Há escuridão em ‘Joanne’, mas é algo profundo”.

 

POPLine/LGBR

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