SCANS e TRADUÇÃO: Lady Gaga para a “Fashion Magazine”

admin em 27.12.2013 ás 9:03     3Comentários

Lady Gaga é capa da revista especializada em moda, “Fashion Magazine” em sua edição de Fevereiro (veja aqui). Hoje (27) scans da edição da revista foram divulgados com entrevista exclusiva. Confira:

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Confira a tradução abaixo:

Entrevista exclusiva da Fashion com a pessoa mais famosa do mundo pop.

É difícil de acreditar que só tem cinco anos desde que Lady Gaga lançou seu primeiro álbum, The Fame. O número de imagens e hits que a cantora de 27 anos já lançou na cultura pop é incontável. As escolhas de roupa que a nativa de Nova Iorque usa já inspiraram fãs, e popularizou coleções de designers como Jean Paul Gaultier e Hussein Chalayan. Sua primeira fragrância, Fame, lançada em 2012, vendeu 6 milhões de unidades em sua primeira semana. Cursos de universidades têm analisado…

“AS PESSOAS QUE GANHAM OS PRÊMIOS NOBEL DA PAZ NÃO SÃO SUPERMODELOS. SEU LEGADO NÃO PRECISA SER UMA PERCEPÇÃO DA BELEZA, ISTO NÃO É REALISTA.”

… a sua importância política e social. Ela é a única pessoa que já teve a palavra “transgêneros” no #1 da parada da Billboard ( “Born This Way”, de 2011), e seus mais de 40 milhões de seguidores no Twitter e 60 milhões de fãs no Facebook testemunharam sua luta pelos direitos de igualdade da mulher e da comunidade LGBT. Ano passado, a os leitores da revista Times Magazine a nomearam como a segunda pessoa mais influente da década (ganhando no presidente dos EUA, Barack Obama). Ao contrario de muitos em sua linha de profissão, o afeto de Gaga pela moda não é um flerte. Vestindo marcas legendárias, novas tecnologias, a mulher conhecida anteriormente por Stefani Germanota é uma tela viva que respira. O que é o porquê de Donatella Versace tê-la escolhido como o novo rosto de sua marca. Antes da sua turnê mundial prestes a vir, Gaga conversou com o editor ELLIO IANNACCI para conversar sobre suas novas obsessões e seu novo álbum, “ARTPOP”.

Você falou uma vez que gostaria de ser lembrada como uma Andy Warhol feminina. Você se sente mais próxima deste objetivo?

Quando eu disse isso, eu não tinha uma concepção de onde minha carreira estava indo. Quando eu estava escrevendo “ARTPOP”, eu estava vendo onde nós estávamos agora com cultura. Eu estava na H&M no outro dia, e estava olhando em volta para ver o efeito que a cultura Monstro estava tendo na moda de rua. As pessoas costumavam dizer, ‘Quem é essa garota esquisita com suas roupas loucas?’.

Como o aumento subsequente da fama afetou você?

Eu nunca deixei ninguém mudar quem eu era. Eu estava sempre disposta a afundar com meu próprio navio artístico. Eu crio coisas que eu realmente me importo – eu luto pela imagem, pela música e pela comunidade de fãs. Born This Way era sobre igualdade e sobre você ser si mesmo de dentro para fora, mas agora existe a necessidade de celebrar aquilo. ARTPOP é uma celebração.

Você tem a responsabilidade de criar um espaço onde as artes altas e baixas, a moda e a música podem conviver juntas. Para muitos, isto ainda é visto como um ato radical.

Este é o dilema. Eu não acredito que existe pretensão na arte. Você não precisa saber nada sobre arte para amá-la. Você só precisa estar próxima a ela e senti-la. Eu quero que meus fãs saibam que nós não temos que ceder ao que as pessoas pensam que uma estrela pop precise ser para ser bem-sucedida.

Você foi aceita na The Juilliard School quando criança, mas seus pais a colocaram em uma escola privada e Católica. Se você tivesse seguido aquele treino clássico, Lady Gaga existiria? 

Provavelmente. Existe uma implicação de que se eu não fosse tão bem-sucedida eu teria que parar. Mas eu nunca teria parado. Eu estaria em algum bar, sendo Lady Gaga.”

Você recentemente realizou oficinas com Marina Abramovic—a artista que arriscou sua própria vida pela sua atuação. Como eles mudaram a sua percepção? 

Eu achava que depois de The Fame, The Fame Monster e Born This Way, tudo tinha me cansado. Parecia que minha mente e todo músculo em meu corpo tinha sido tomado pelo barulho e pelas câmeras—mas não tinha. Eu entrei na floresta com Marina [para uma oficina artística] e eu percebi o quão forte eu realmente era. [Marina] iria equilibrar o bastão entre suas pernas durante nove horas e ficar dormente, em nome da arte. Para ela, é tudo sobre criar essa experiência com o público onde eles a veem sofrer pelo seu trabalho. Quando eu estava lá com o som do rio e a calma e doce voz de Marina me falando para fechar meus olhos e achar o caminho de volta para casa, eu sabia que eu podia fazer qualquer coisa.

Vamos falar sobre as suas pinturas penduradas no Louvre em Paris. Você sentou com Robert Wilson para recriar umas obras históricas. Quais foram as mais desafiadoras? 

Eu tenho uma conexão com as almas antigas, então era como uma reunião onde eu pedia permissão aos artistas do passado para que pudesse sentir a sua dor. Quando eu estava fazendo [Jacques-Louis David’s] The Death of Marat , eu deito em cada posição seis ou sete horas. Eu também fiz a minha própria obra, onde eu estava pendurada de cabeça para baixo por 45 minutos. Não era para ser sexual. Eu acredito que todo mundo tem o poder de ser um herói da arte. Você não precisa esperar até estar morto para ser apreciado, [apesar de que] esta é a época em que esperam até você morrer para escrever coisas legais sobre você.

Na época em que você foi criticada por ter ganhado peso, você criou o movimento “Body Revolution” e pedia aos seus fãs de todo o tipo de corpo para postarem fotos deles mesmos no seu site. Ver a coragem deles  ajudou a sua autoestima?

Minha autoestima estava boa. Eu não tinha problema com meu peso – o mundo teve. A “Body Revolution” foi o jeito de me libertar deste criticismo. É sobre isso que ‘Do What U Want’ se trata. Isso me curou? Não. Mas eu fiquei feliz por ver muito dos meus fãs ficando pelados para mostrar que eles também não ligam. Eu gostaria de lembrar a todos que as pessoas que ganham os Prêmios Nobel da Paz e que curam doenças não são supermodelos. Seu legado não precisa ser uma percepção da beleza, isto não é realista.

Em 2009, você fez um discurso na Marcha da Igualdade Nacional em Washington e disse que era o momento mais importante de sua carreira. A raiva naquele discurso foi direcionada ao presidente dos EUA Barack Obama. Você acha que surtiu efeito?

Você não sabe exatamente aonde o seu ativismo vai parar. Eu era apenas uma pessoa falando. Eu cresci com amigos gays, e quando eu comecei com a minha música, eles ainda estavam lá, me apoiando. Como eu poderia dormir toda noite ganhando dinheiro dos ingressos que eles estavam comprando para o meu show, sabendo que eles não possuem o mesmo direito que eu possuo? Eu não posso fazer isso.

Você retuitou recentemente uma frase do Michael Jackson: ‘Quanto maior a estrela, maior o alvo’. Como você evita se machucar?

Você não consegue. Mesmo esse álbum sendo muito alegre, existe uma explosão de alegria que vem de um lugar de tristeza intensa. Eu não nasci feliz ou acreditando em mim mesma. Eu não me sentia viva se não estivesse no palco. O que eu não gostava durante Born This Way era a intensa energia competitiva ao meu redor. Porque eu tinha me tornado tão bem-sucedida, que as pessoas achavam que eu queria um hit #1 o tempo todo.

Donatella Versace me contou uma vez que você é um modelo de pessoa. Você escreveu uma música sobre ela em “ARTPOP”, que mostra o quão mal-entendida ela é. Por que você acha que ela é tão mal-julgada?

Ninguém realmente sabe nada sobre ela. Ela é a mulher mais bondosa e doce. O que eu quero dizer com a música ‘Donatella’ é que você ama amá-la e você ama odiá-la. Isto é o que nós temos em comum. A verdade é que nós estamos nos divertindo com o que estamos fazendo. Nós não ligamos ser essas ícones loiras martirizadas, pelo menos não enquanto tenhamos nosso champagne e nossos cigarros Malboro toda vez que estamos juntas. Eu fui para a sua casa em Milão no ano passado, e eu estava passando por coisas difíceis. Eu estava exausta na Born This Way tour e ela abriu sua casa para mim e tinha 50,000 rosas em sua casa. Eu nem sempre tenho alguém para admirar, mas vendo Donatella, onde ela está e o quanto ela já alcançou, eu tenho alguém para admirar.

Você conseguiu dar menos poder ao Fashion Police, aparecendo no tapete vermelho em vestidos de carne e ovos gigantes. Foi uma escolha consciente? 

Minha vida toda é a porra de um tapete vermelho. O tapete vermelho se tornou ridículo. Todas aquelas mulheres morrendo de fome para ficarem incríveis porque este é o grande momento delas? Por que a imprensa não deveria adorá-las todos os dias por serem artistas? Eu uso o tapete vermelho como um palco. Eu ia fazer algo no VMA’s que eles não me deixaram fazer. Eu fiquei muito chateada. Eu queria ter cinco ou seis Gagas desfilando no tapete usando todos os meus looks de todos os meus vídeos. Muitas coisas muito legais aconteceram no VMA’s, então foi meio estranho não fazer isso.”

Você escreveu três músicas com a palavra “fashion” no título. O que faz com que você continue com essa palavra contraditória, extrema, egoísta e algumas vezes mágica?

Sempre foi algo que me fez sentir como se eu pudesse ser qualquer coisa, não importa o que dissessem sobre mim. Quando eu me sentia pequena, ou sem importância, minha habilidade de costurar coisas e de me inventar como uma peça artística significava tudo. É por isso que eu sempre liguei sobre as minhas roupas e sobre o meu show, nunca foi marketing… a moda me deu uma percepção de quem eu sou.

 

Tradução: Vinícius Oliveira (@mickey190898)

 

Comentários

  • Indie Juninho Ooh

    Parabens LDBR pela tradução

    • Indie Juninho Ooh

      *LGBR

  • Cristian

    Mesmo você Ficando gorda, pobre ,Mal vestida. saiba que eu sempre te amarei GAGA…..
    Little Monster Forever !!!! …