TFG: A era do Jazz!

admin em 11.12.2015 ás 12:21     2Comentários

Com o fim de American Horror Story se aproximando, há cada segundo a respiração dos fãs fica mais pesada. Com os olhos atentos, estamos constantemente vigilantes para qualquer notícia do quinto álbum. Porém, ainda não é tempo de lançarmos hipóteses sobre qual a sonoridade ou a identidade do próximo disco. É hora de nos viramos um pouco para uma era que está acabando, mas que foi crucial na carreira de Gaga. Let’s talk about Cheek to Cheek.

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Antes de montar sua primeira banda de rock, antes de entrar na cena burlesque com a sua mentora Lady Starlight, nossa queria Stefani Germanotta já se apresentava em casas de jazz no início da adolescência, com o apoio e supervisão de sua mãe, Cynthia. Instruída no piano desde pequena, nossa futura estrela teve seus primeiros contatos com o mundo da música e da arte de uma maneira bem clássica. A sua formação na Tisch School of Arts, uma das universidades mais renomadas dos Estados Unidos, ajudou a construir um sólido pilar que sustenta toda a sonoridade de Gaga.

Embora as músicas pop da Mother Monster possam, em um primeiro momento, parecer qualquer coisa, menos composições clássicas, não é bem assim. As suas baladas ao piano evidenciaram desde cedo que ali estava uma artista que sabia, de fato, compor. Que tinha conhecimento técnico. As teorias da música, mescladas com inspirações dos grandes nomes do pop, ajudaram a criar uma sonoridade irresistível. Em várias faixas dos diversos álbuns, encontramos samples de instrumentos clássicos. As versões acústicas, normalmente mais extensas que as performances originais, mostram que Gaga não está fazendo só um pop inconsequente.

Ainda assim, a indústria da música é forte e muitas vezes impôs padrões à cantora, restringindo sua liberdade. Gaga queria ser uma estrela do rock, mas teve a oportunidade de entrar no mercado como uma diva pop; e o fez brilhantemente, diga-se de passagem.

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Enfim, todos os problemas com o mercado abalaram Gaga, e a partir de Born This Way, ela entrou em um caminho difícil de desilusão com a música. Nesse momento, figuras como Elton John e Tonny Bennet ajudaram nossa rainha a se reerguer. Gaga tentou se libertar com ARTPOP, produzir um pop completamente dentro dos seus parâmetros e com o mínimo de influência externa. Ainda assim, era preciso mais. Gaga precisava ir além do pop. Sua alma versátil de artista não aguentava mais se ater a uma única faceta do vasto mundo da música. E eis que surgiu o convite para trabalhar com Tony Bennet.

Já como Lady Gaga, podíamos ver Stefani arriscando algumas performances de jazz mais modestas, pontuais e pouco divulgadas no decorrer de sua carreira. Com Cheek to Cheek, Gaga causou mais barulho. Mostrou seus vocais poderosos, ostentou glamour em looks clássicos (com uma pitada de estilo monster, claro), e conquistou um público inteiramente novo. Essa audiência era mais velha que o padrão dos seus fãs, estava imersa em outro universo artístico e provavelmente tinha preconceito contra a “artista pop excêntrica de nome estranho”. Essa foi uma jogada que pouquíssimas estrelas da música conseguiram. Se ainda restava alguma dúvida sobre o talento de Gaga fora do pop, a apresentação no Oscar de 2015 virou todos os holofotes para ela, e vieram os aplausos. Gaga foi rapidamente acolhida e elogiada pela comunidade do jazz, não sendo raras as vezes em que foi citada junto de nomes como Amy Whinehouse e Frank Sinatra. Falando em Sinatra, a filha do cantor declarou uma vez que com certeza ele estaria trabalhando com Gaga hoje, se estivesse vivo. E agora, Gaga se apresentou em um tributo a Sinatra, performando um de seus maiores sucessos: New York, New York.

Que Gaga se firmou como um nome do jazz, isso ficou mais do que claro. Mas porque falar disso agora, quando todos querem saber do próximo lançamento pop? Porque a carreira de Gaga nunca mais será a mesma, evidentemente. Gaga provavelmente nunca deixará de trabalhar com o pop, já que faz isso com maestria e realmente ama o estilo. Mas agora que se libertou, que deu o primeiro passo rumo à plenitude artística, Gaga não vai parar. Tony Bennet já mencionou várias vezes um segundo álbum. Será que vem composições originais, dessa vez? E não podemos esquecer as constantes parcerias de Gaga com nomes do rock, como Queen, Sting e Rolling Stones. E sabemos também que a Mother Monster é chegada ao hip-hop e rap, tendo já experimentado pisar nesse terreno. E vale dizer que, depois de participações especiais na TV e no cinema,Gaga está investindo em uma carreira como atriz. O fato é que, mesmo que muitos monsters não tenham apreciado tanto a era gloriosa Cheek to Cheek, podemos ter certeza que veremos Gaga investir mais e mais fora do pop. Ela nunca deixará de nos presentear com hits matadores, mas não se conterá mais em sua jornada para se tornar uma artista completa; e isso significa não apenas passear pelos diversos ritmos do mundo da música, mas para além dele, rumo a outras formas de expressão artística.

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Comentários

  • Alexandre Oliveira

    Lady Gaga Recuperou muito do que ela perdeu por nao ter mantido tanto sucesso que ela fez ate born this way, o Jazz levantou ela, agora e melhor ela ter calma pra trabalhar em algo que seja bem autentico e que agrade nao so aos fas, mas que tenha menos especulaçõe e mais resultados. fizeram um alvoroço quando iam lançar o clipe de Judas ate a igreja catolica queria proibir e depois foi tao simples o clipe.

    • Gabriel Veiga

      Menino tu não é fraco não hein!? Exatamente o que ela fez agora com o Joanne! 😱