“The Telegraph” elogia performance de Lady Gaga no festival “Jingle Bell Ball 2013”

admin em 9.12.2013 ás 3:44     3Comentários

“The Telegraph”, famoso jornal britânico, postou recentemente em seu site uma review da participação de Lady Gaga no encerramento de festival anual “Jingle Bell Ball”. Confira a tradução do artigo, logo abaixo:

Esse ano tem sido atribulado para Lady Gaga. A cantora de 27 anos aguentou e se recuperou de uma cirurgia no quadril, lançou seu terceiro álbum, ARTPOP, cujas vendas foram superadas pelos lançamentos de Miley Cyrus e Katy Perry, e mais recentemente rompeu com seu empresário de longa data, Troy Carter. Borbulhando por baixo tinha uma jornada de descobrimento: ela não era – ela alegou – um produto da indústria, mas uma artista. Vivia não pela fama sem significado, mas o aplauso que vem depois de uma performance genuína. Então porque ela está terminando o ano como atração principal do mais representativo festival “modinha”, o Jingle Bell Ball da Capital FM?

Depois de números nus com Marina Abramović e colaborações com Jeff Koons, a arena O2, lotada de joias brilhantes, neve falsa e fã clubes do twitter, parecia um tanto quanto um retrocesso. Dez atrações a precederam; desde a poderosa Jessie J ao desnecessário Jason Derulo, em um bombardeamento de batidas de música dance-eletrônica e erupções de canhões de glitter. Little Mix, as ganhadoras do X-Factor 2011, foram a exceção surpreendente: talentosas e diretas, sua apresentação animada explica seu sucesso nas paradas americanas.

Depois de cinco horas de gritos constantes e leves batidas de bateria e baixo – um elemento marcante da música pop de 2013 – Gaga emergiu do jeito mais radical possível: em silêncio. Sentada, como Liberace, em um piano em um conversível roxo, vestindo uma roupa com lantejoulas, uma Gaga de cabelo verde levantou a pata para seus adoráveis fãs (os famosos little monsters) e foi direto para uma versão acústica de Jingle Bells. Metade soprano, metade um rugido nova iorquino, com letras que celebravam um rena incontinente, um Papai Noel desistente, Gaga se aquecia de vez.

Ela provou ser tão danada, talentosa e entretedora pelos próximos 40 minutos. Durante Aura, a faixa techno de ARTPOP, quatro homens andróginos em roupas apertadas a amarraram, aos gritos, em uma jaula. Cantando Poker Face, Gaga se estendeu nas estrelinhas da infidelidade. Foi uma performance pop direta e sutil ao mesmo tempo. Alguns pequenos foram embora na metade, o show se provando ser demais depois de um longo dia.

A ordem das faixas foi uma satisfatória ordem cronológica de seus grandes sucessos: uma versão diminuta de Just Dance, seguida por Bad Romance em “free style” antes da melhor parte da performance, Born This Way (“cadê os gays na plateia?”). Mas ela fechou triunfantemente com Applause, seu single de retorno.

NOTA: 4/5

Confira a matéria original, clicando aqui.

TRADUÇÃO: Gabriel Brew.

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